segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dormir de conchinha

Em conversa com amigos recentemente, ouvi de um deles o quão fazia falta dormir sozinho neste tempo frio. Lembrei que embora eu tenha namorado várias vezes, dormi junto com a pessoa em poucas as ocasiões e, salvo algumas exceções, não vejo nada de extraordinário em dormir junto.
Sou do tipo egoísta, quando estou com sono não ajo com muito carinho e viro pro lado e durmo mesmo. Acho engraçado ouvir das pessoas que elas precisam de cobertor de orelha, dormir de conchinha  e todas essas outras expressões análogas ao ato de dormir junto que existem. Creio que muita gente confunde dormir de conchinha com o sexo matinal, ou o sexo pré-conchinha. Esses sim são bons e extremamente válidos. Agora dizer que dormir com alguém agarrado pela cintura é confortável, é um pouco de exagero. Sou bem carente e, mesmo assim, a ideia de dormir com uma pessoa agarrada pelo pescoço me sufoca um pouco. Acredito que espaço entre duas pessoas é importante em todas as situações. Conversar com alguém a menos de um palmo do nariz é algo que gera um pouco de aflição, o mesmo acontece quando alguém quer contar um segredo bem ao pé do ouvido. Até consigo imaginar o arrepio... Se ficar colado um ao outro fosse essencial, não haveria tantas cirurgias de separação de gêmeos siameses. Todos precisam de espaço, que pode ser virtual, mas que eventualmente acaba na cama.

2 comentários:

  1. as vezes tudo que eu queria da vida era conchicha e uma bacia de pipoca, mas só as vezes ...

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  2. bom, adoro dormir de conchinha, não sei o q estou fazendo aqui. rs

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